DEMOCRACIA DA INFORMÁTICA - MACKENZIE - PÓS-GRADUAÇÃO ( LATO SENSU ) – 2000
Autor: Carlos Alberto de Andrade Franco Bueno
VI – O FUTURO: ‘DEMOCRACIA DA INFORMÁTICA’
2. Recursos necessários ao bom funcionamento
2.1. Recursos Físicos
Os Recursos físicos exigidos para essa nova forma de representação Democrática Direta não são extremos:
- Locais de reunião, palestras e treinamento suficientes e acessíveis à toda a comunidade, em esquema de rodízio;
- Transporte gratuito para os participantes;
- Locais públicos de acesso aos meios de comunicação e votação, com monitores treinados e imparciais para auxiliar os novos participantes;
2.2. Recursos de Distribuição de Informação e Treinamento
Os recursos de distribuição de Informação serão todos os necessários que permitam atingir 100% da população, com velocidade e de simples acesso a mesma, além de economizar recursos monetários e de materiais reciclados. O ideal é utilizar uma mescla de Internet (muito mais barata e espero que no futuro muito acessível), com TV e rádio (outros meios baratos e já hoje muito acessível), jornais, revistas e panfletos (não tão caros, se em escala menor, ou se patrocinados).
2.3. Recursos Políticos e Jurídicos
Garantir uma legislação que forneça o poder amplo e gradativo à Democracia da Informática.
2.4. Recursos Financeiros
Para o próprio funcionamento da Democracia da Informática deverá ser criada uma verba de funcionamento pública, com o auxílio opcional de patrocinadores que poderão fazer certos tipos de propaganda limitada nos veículos utilizados para a comunicação de informações e votação, sempre escolhidos por votação dos próprios participantes, através de licitações feitas para esse fim.
2.5. Recursos Humanos
Os encarregados de coordenar as atividades básicas da Democracia da Informática serão divididos entre empregados e terceiros, sempre acompanhados de auditores independentes de duas ou mais firmas de auditoria, para tornar a isenção uma dos pontos principais desta Democracia.
Quanto a coordenação e ao perfil dos mesmos:
A implantação da Democracia da Informática deveria ser coordenada por pessoas que tem uma ou mais dessas características como principais:
- Idealismo – Para manter-se correto, sem tentar favores particulares ou ao seu grupo determinado;
- Conhecimento técnico em informática – Para desenvolver rotinas e sistemas que auxiliem a estruturação de forma prática e coesa.
- Conhecimento político, de liderança e ou de mediação – Para conseguir guiar e tomar as rédeas das ações necessárias a serem tomadas sem perder o foco nos caminhos básicos a seguir, e na necessidade de solução de um determinado problema.
- Experiência em dificuldades e soluções deste tipo para ganhar algum tempo evitando erros comuns e básicos. Os coordenadores de Orçamento Participativo que funcionaram bem ou mal seriam as pessoas ideais nesse perfil.
- Conhecimento acadêmico em teses político administrativas para formular e adequar as regras e convenções de forma a evitar ou minimizar os possíveis problemas para implementar soluções deste tipo, sempre pensando na implementação real.
- Especialistas em pesquisa idônea, para auxiliar a criar as pesquisas necessárias e analisar seus resultados, sempre pensando em aperfeiçoar os métodos, treinar e incentivar os participantes.
Consideramos que essa mistura de características num grupo unido no ideal de criar esse revolucionário e Democrático método de governar recursos e dificuldades é um dos fatores primordiais de sucesso.
Para auxiliares, seriam necessárias pessoas com um ou mais desses perfis:
- Perfis de Repórter em estudantes e estagiários para criar documentações dos métodos, além de formas de esclarecer aos participantes as soluções, os próprios métodos e seus motivos, de forma simples e acessível;
- Perfis de Treinamento para ministrar cursos básicos necessários as capacidades técnicas e acadêmicas mínimas necessárias aos participantes e aos coordenadores;
- Perfis de Marketing para incentivar através da mídia (própria ou de terceiros) a participação, ressaltando as virtudes do sistema, sem eliminar os defeitos, e usar esses defeitos para incentivar aos participantes criar métodos e sugestões que minimizem ou eliminem os mesmos.